Game over (ou amor nerd)

Game Over? Não, por favor.
Sei que te tratei como Final Fantasy XIII: pensamos que o destino havia nos unido, para vivermos uma vida de sonhos. Mas vivemos um pesadelo. Menti. Traí. Machuquei você e seus sentimentos. Mas me arrependi.
Sei que errei. Muito. Vivi a vida como se fosse um GTA: misto de Pac Man e Kratos, pensei somente em mim. Pensei somente na minha vida. Essa vidinha tão egoísta. Quis ser o maior, mas sou o menor: sou praticamente um Pikmin.

Mas hoje, como um Prince of Persia, volto, depois de todo esse tempo sem nos falarmos, para te pedir perdão. Quero que você seja a minha Zelda (ou Peach, quem você preferir) e eu o seu Link. Ou o seu Mário. Ou o seu Bowser. Assim como Dante, por você lutarei contra monstros e demônios. Ou até mesmo contra meu pai. Mas no fim, serei seu Lolo e você a minha Lola, vivendo juntinhos em nosso castelo.

E, em vez de Final Fantasy XIII, prometo a você uma vida de Final Fantasy VIII: se preciso for, irei até ao espaço só para te buscar. E vou conseguir. Porque, não como Final Fantasy XIII, mas como Xenogears, o destino nos uniu. Nessa vida. Nas passadas. E nas futuras.

Por isso tudo, por favor, me perdoe.
Game over? Sim. Só se for para começar tudo outra vez.

Loucos e santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

Fonte: http://monicanadal.wordpress.com/

Sobre vidas e furacões

A vida passa.

Se você já não tiver falado essa frase, ouviu-a em algum momento. Mas você percebe o que ela significa? Ou melhor, você já pensou que a vida passa como um furacão?

Para algumas pessoas, a vida passa como uma brisa, que, suavemente, apenas toca no seu rosto, balança seu cabelo, e vai embora. Sem deixar marcas.

No entanto, prefiro a vida como um furacão. Que, por onde passa, e em cada momento que passa, leva tudo com ele: coisas, pessoas e sensações. Que toma o corpo de um grande peão, que aos poucos vai se cansando de tanto rodopiar (e de fazer o mundo rodopiar com ele). Que marca e causa marcas. Enfim, prefiro os furacões. São inesquecíveis.

E o medo? É claro que furacões causam muito medo. E é claro que, a vida, quando é furacão, também causa medo. Mas não perca tempo com seus medos. Eles passam. E a vida também.

Então viva! Agarre-se aos ventos e voe. Ou, se você continuar com medo, agarre-se a um balão. E divirta-se. Como se o furacão fosse somente uma brisa.

A vida passa. Você já agarrou a sua?